LETÓNIA E RIGA

 
 
 

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Mais sobre Riga

Porquê Letónia?

Porquê Riga?


História

A zona geográfica correspondente à Letónia tem vindo a ser habitada desde há 10.000 anos. As tribos bálticas estabeleceram-se nesse território por volta da primeira metade do terceiro milénio antes de Cristo. Elas constituem o embrião do povo letão, que manteve uma relação próxima com o Império Romano, através de trocas comerciais de âmbar, as quais propiciaram uma ligação mais efectiva com o mundo mediterrânico. Essa actividade interrompeu-se com a invasão dos Eslavos, no século VII, o que conduzio a região a um maior isolamento. Já na era Cristã, a região tornou-se um entreposto comercial, uma vez que era local de passagem dos Vikings. Entre os séculos IX e XII, os russos, suecos e alemães ocuparam o território.

Acredita-se que o nome Riga se deva à existência, em tempos, do rio Ridzene que convergia com o Daugava.

A fundação de Riga é imputada à chegada de comerciantes, mercenários e cruzados a partir de metade do século XII. A região de Riga era pouco povoada e, pela sua localização e características, tinha um potencial comercial muito grande, havendo também oportunidades de evangelização da população local. Deste modo, diversos mercadores fizeram de Riga um importante entreposto comercial na região do Báltico.

No que diz respeito à religião, o monge agostiniano Meinhard edificou um mosteiro em Riga por volta de 1190. A partir do século XIII, a Letónia – então conhecida como Livónia – encontrava-se sob a égide dos Cavaleiros Teutónicos que impuseram a fé cristã às tribos locais. Este jugo durou cerca de três séculos. Em 1201, o bispo Albert de Buxhoeveden, já na qualidade de bispo da Livônia, desembarca em Riga com 23 navios e mais de 1500 soldados e apodera-se da região, constituindo o seu bispado, onde formou a Ordem dos Irmãos Livónios da Espada, que viria a ser um ramo dos Cavaleiros Teutónicos, e concedeu foral de cidade a Riga. Destaque para o facto de o bispo ter convertido o rei dos Livónios ao Cristianismo. No entanto, só três décadas mais tarde é que a Livónia ficou completamente sob o seu domínio.

Riga foi uma porta de entrada para o comércio com as tribos bálticas e com a Rússia. Em 1282, a cidade integrou a Liga Hanseática, a qual se desenvolveu tendo por base uma associação mercantil e política entre cidades alemãs e bálticas. O proteccionismo económico fez com que a Liga fosse bem sucedida, mas originou o aparecimento de concorrência e, já em finais do século XIV, o seu poderio estava bastante delimitado. No entanto, a Liga conferiu a Riga uma maior estabilidade, tanto politica como economicamente, o que fez com que a cidade ganhasse uma certa relevância para os anos vindouros.


Riga, mesmo com o declínio da Liga Hanseática, continuou a ganhar um crescente protagonismo ao longo dos anos, uma vez que era uma cidade cobiçada devido a questões políticas, económicas, militares e também religiosas. Relativamente a estas ultimas, é de salientar o advento da religião protestante luterana, em 1522, terminando o fim do domínio exercido pelos arcebispos.

Ainda no século XVI, após o fim da presença dos Cavaleiros Teutónicos, Riga teve durante 20 anos o estatuto de Cidade Livre Imperial, período findo o qual passou a integrar a Comunidade Lituano-Polaca. As tentativas de repor a doutrina católica caíram por terra, uma vez que o monarca sueco Gustavo Adolfo - que interveio na Guerra dos 30 Anos, entre outros motivos, para defender os protestantes luteranos - conquistou Riga. Durante o domínio sueco, até 1710, Riga chegou a ser a segunda maior cidade do reino e desfrutou da grande autonomia que o governo sueco lhe concedeu. Depois disso, acabou por sucumbir ao domínio russo, sendo anexada. Assim permaneceu até ao fim da Primeira Guerra Mundial, sendo a terceira cidade do Império Russo em número de trabalhadores industriais, atrás de Moscovo e de São Petersburgo.

Em 1817, o povo letão, escudado pelos ânimos decorrentes da abolição da servidão, começou a reivindicar o direito de propriedade da terra, então privilégio de aristocratas alemães. Este fenómeno fomentou um forte sentimento nacionalista na Letónia. Deste modo, Riga foi o centro do crescimento desse movimento, através da formação Associação Letã de Riga e, posteriormente, com o movimento socialista Corrente Nova, enquanto a cidade se industrializava rapidamente, e teve o seu pináculo com a Revolução Russa de 1905, encetada pelo Partido Social Democrata dos Trabalhadores Letões.

 

Os letões tornaram-se progressivamente o maior grupo étnico da cidade, daí que, por volta de 1890, 45% da população era letã, duplicando, relativamente ao valor registado 30 anos antes. Ao invés, a percentagem de alemães, também em 30 anos, diminuiu para metade, isto é, cerca de 23,8%.

A Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa de 1917 trouxeram novos ventos de mudança sobre Riga. Os alemães entraram em Riga em 1917. Um ano depois, o Tratado de Brest-Litovsk foi assinado e os estados bálticos foram concedidos à Alemanha. O armistício de 1918 fez com que os alemães renunciassem ao referido tratado, pelo que a Letónia, a par dos outros estados bálticos, ficou em posição de proclamar a sua independência.

 

Deste modo, depois de mais 700 anos de conquistas e reconquistas, domínios alemães, suecos e russos, a Letónia declarou-se independente, tendo Riga como a sua capital.

Entre as duas grandes guerras, o país voltou-se mais para a Europa Ocidental. Instituiu-se um governo democrático e parlamentar e o letão foi reconhecido como língua oficial. O país também passou a integrar a Liga da Nações.

Impulsionados pelo facto de possuírem maiores vantagens comparativas face à Rússia, a Alemanha e o Reino Unido tornaram-se importantes parceiros económicos da Letónia. O país viveu um período de prosperidade. Riga chegou a ser descrita como uma grandiosa cidade, intensa e vibrante, sendo apelidada pelos seus visitantes como a Paris do Norte.

O país permaneceu independente até ao fim da década de 30, já depois de se ter tornado um estado autoritário. Em 1940, ao abrigo do pacto germano-soviético, a Letónia é anexada pela União Soviética e passa a denominar-se República Socialista Soviética da Letónia.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, que entretanto eclodira, a Letónia ainda esteve – nomeadamente, entre 1941 e 1944 - sob a ocupação da Alemanha nazi. Os alemães que sempre viveram em Riga foram repatriados à força para a Alemanha. Os judeus forçados a viver no bairro de Maskavas e no capo de concentração de Kaiserwald. Milhares de letões exilaram-se em vários países. A Letónia perdeu um terço da sua população À excepção deste curto período, a Letónia esteve sob o domínio Soviético por largos anos.

 

A integração na União Soviética foi conseguida através de repressão e a resistência só terminou em 1952. Como era típico do regime da URSS, muitos camponeses foram forçados a abandonar as suas terras e foram presos, deportados ou executados, ao mesmo tempo que muitos russos emigraram para a região letã, enquanto muitos letãos emigraram, também à força, para outras repúblicas da União Soviética. Em meados da década de 1970, menos de 40% dos habitantes de Riga eram letões. Porém, este valor já aumentou bastante desde a independência.

O país tornou-se novamente independente em 21 de Agosto de 1991, após a queda do regime soviético. A Rússia reconheceu a independência em 6 de Setembro do mesmo ano. Ainda em 1991, o país entrou nas Nações Unidas. Desde a sua independência, a Letónia tem-se aberto ao mundo e tem desenvolvido e cimentado as suas relações com o Ocidente, prova disso foi a adesão, em 2004, à União Europeia e à NATO.

Três anos antes, em 2001 - e com muito para contar - Riga celebrou os seus 800 anos de história.

Geografia
 

A Letónia é uma das 3 Repúblicas do Báltico, juntamente com a Estónia, com a qual faz fronteira a Norte, e com a Lituânia, esta última, a Sul. A Este faz fronteira com a Rússia e, a sudeste, confina com a Bielorússia. O Mar Báltico encontra-se a Oeste.

Aproximadamente 98% do território está acima dos 200 metros de altitude. Excepto a sua planície costeira, a região é essencialmente glacial. O país tem mais de 3000 lagos e mais de 12.000 rios; destes, apenas 17 excedem os 90 quilómetros de extensão. O principal é o Rio Daugava, nascido na Rússia.

A Letónia divide-se em 4 grandes regiões – Kurzeme, Zemgale, Vidzeme e Latgale – e 26 distritos e 7 cidades independentes, sendo que estas, apesar de estarem localizadas dentro dos distritos, têm estatuto diferenciado e têm uma administração autónoma.

Riga é a capital da Letónia e é a maior das capitais do Báltico. A cidade insere-se na região costeira de Riga, mas tem estatuto independente relativamente ao distrito onde geograficamente está inserida (Distrito de Riga). A cidade é atravessada pelo já referido Rio Daugava, que desagua no Mar Báltico a cerca de 15 quilómetros.

Clima

O país tem um clima semi-continental húmido. Os Verões são frescos, com uma temperatura média acima dos 15 graus. No Inverno há frio a sério! Os nevões são muito frequentes. A temperatura média desce para menos de 0 graus.

A sua grande latitude faz com que o número de horas com luz natural seja de 6 a 7 em Dezembro e de 17 a 18 horas em Junho.

  • Clima em Riga - O mês mais frio é Janeiro com temperaturas a variar entre os -7,5 e os -2 graus. Os meses mais quentes são Julho e Agosto com temperaturas que variam dos 13 aos 21 graus

Tabela climática:

Riga

 Jan

 Fev

 Mar

 Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Chuva (mm)

 33

23

 25

36

43

58

71

69

66

53

51

38

Min Temp (ºC)

 -6

 -6

 -2

 2

7

11

13

13

9

5

1

-4

Max Temp (ºC)

 -2

 -2

 3

9

16

19

21

20

15

10

4

0

Demografia
 

É um país com uma área total de 64589 km2 e com uma população estimada de 2,3 milhões de habitantes.

O país foi, durante muitos anos, refém do domínio soviético. Como tal, um quarto da população é de origem russa, embora cerca de 60% seja nativa.

A cidade de Riga tem uma área de 307 km2 e tem uma população estimada de 717.000 habitantes

Moeda
 

A moeda letã é o Lat.

Língua
 

A língua oficial do país é o letão, idioma que pertence ao grupo das línguas bálticas da família indo-europeia de línguas. Um destaque pela singularidade é a quase extinta língua livoniana, que goza de protecção legal para que não se extinga. A língua russa é minoritária mas encontra-se espalhada por grandes franjas da população, principalmente por aquelas que cresceram sob o domínio soviético.

Religião
 

A população é, na sua maioria, cristã, sendo que, actualmente, há um ligeiro ascendente dos católicos (22%) sobre os luteranos (20%), seguidos pelos ortodoxos (15%). Existe ainda uma outra religião, embora em minoria, a Dievturiba, com raízes associadas à mitologia pré-cristã. A comunidade judaica também está presente, embora seja minoritária e tenha vindo, principalmente, da ex-União Soviética.

Cultura

A cultura letã revela um forte vínculo com a natureza, daí que um dos acontecimentos mais significativos do país, o Festival Jani, seja a celebração da noite mais longa do ano, que está relacionado com o solstício de Inverno e, em termos simbólicos, assinala o início de um novo ciclo de vida. O respeito pela natureza é notório pelo carinho que as cegonhas são tratadas.

A Letónia é reconhecida pelos compositores e intérpretes de música erudita, como Gideon Kremer e diversos cantores de ópera e também pelos seus coros, reconhecidos internacionalmente. Motivo de orgulho nacional são as canções populares como as Latvju Dainas.

A produção poética é vasta e, neste âmbito, o épico Lacplesis (O Matador de Ursos), de Andrejs Pumpurs, é um símbolo nacional.

Mais sobre Riga

 

Devido à melhoria da infra-estrutura comercial e de transporte, as viagens de negócios e de lazer aumentaram em grande escala. Enquanto cidade portuária, Riga é o coração económico do país, sendo dotada das melhores infraestruturas do país e é o centro do sistema rodoviário e ferroviário do país.

O avião é o transporte de eleição para os turistas que visitam Riga. O aeroporto internacionalfoi melhorado em 2001. A cidade tem ligações de ferry-boat com Kiel, Lübeck e Estocolmo.

Praticamente todas as instituições financeiras de relevo estão situadas em Riga.

Através de Riga, o comércio externo letão tem crescido nos últimos anos e sofreu um novo impulso com a adesão da Letónia à União Europeia. Cerca de metade da produção industrial da Letónia é originada em Riga. Destacam-se os sectores: metalúrgico, financeiro, público, farmacêutico, alimentar e bebidas, têxtil, móveis, equipamentos de comunicação, madeireiro, entre outros. O porto de Riga é um importante centro de carga e descarga de mercadoria.

Depois da independência em 1991, todos os indivíduos não-letões chegados ao país após a ocupação soviética perderam o seu estatuto de cidadão e, por isso, saíram do país, originando um decréscimo da população. Esta saída originou um ligeiro aumento da população na cidade.

Não podes perder:

  • Arquitectura Art Nouveau na parte antiga da cidade:

  • O estilo Art Nouveau emergiu no fim do século XX e no início do século XX; nessa época, Riga era um dos mais importantes centros culturais e económicos do Império Russo, e, como tal, deveria ter o protagonismo de outras cidades europeias;

  • Ao longo das Ruas Alberta, Elizabetes e Marijas, entre outras, é possível observar edifícios com linhas curvas, delicadas, assimétricas e irregulares.

  • Edifícios de estilo Gótico Báltico

  • Este estilo é uma simplificação do estilo Gótico e Neogótico e foi adoptado, devido à falta de pedra, no Norte da Europa, especialmente no Norte da Alemanhas e nos países do Báltico; o tijolo é o principal elemento de construção.

  • Destacam-se algumas construções:

  • A Igreja de São Pedro, com a sua torre de 123 metros de altura

  • A Igreja de São João

  • Catedral luterana Doma Baznica

  • Castelo de Riga (Rīgas Pils), no qual se situam o Museu de História de Letónia e o Museu de Arte Estrangeira

  • A Torre de Pólvora, onde se situa o Museu da Guerra

  • Conjunto de casas Os Três Irmãos

  • O Museu da Ocupação da Letónia, que divulga informação respeitante à ocupação do país por outras nações entre 1940 e 1991.

  • Torre de Rádio e TV: a terceira maior da Europa.

  • Museu do Automóvel: colecção de automóveis antigos, incluindo as limusines de Leonid Brejnev e de Staline com figuras em cera destes políticos.

  • Jardim Zoológico de Riga e o Parque Florestak Mežaparks

  • Domina Shopping Center: o maior dos países bálticos

  • Palácio da Cultura e da Ciência

  • Monumento à Liberdade

  • Casa dos Cabeças Negras

  • Grande e Pequeno Grémio

  • Mercado Central de Riga: é o segundo maior mercado da Europa

Porquê Letónia?

  • O custo de vida é mais baixo do que outros países europeus

  • O ensino superior é de reconhecida qualidade

  • O diploma obtido da Letónia é equivalente ao de outros países da União Europeia, logo o reconhecimento da habilitação é mais fácil

  • A Letónia é um país ainda por descobrir.

  • É um país em transição: vive com o ímpeto de perder a rígida imagem de ex-república soviética; aposta na mudança. Riga é a prova desse sucesso!

  • A sua capital, Riga, é vibrante, enigmática e charmosa, sendo refrescante e despretensiosa e com muito para descobrir.

  • Oferece locais – alguns praticamente desconhecidos - de paz com uma beleza natural ímpar. É um país com muitos lagos e rios que vão desaguar ao mar Báltico; é muito arborizado; ao longo da sua costa conta com bonitas praias.

  • Povoações históricas, perdidas no tempo, e castelos em ruínas à espera de serem visitados.

  • Acesso fácil e em conta, por avião, a qualquer outro país europeu. Não ficarás assim tão longe de casa!

  • Os letões podem parecer reservados à primeira vista. Puro engano! Logo que os conheças melhor, sobressai a sua autenticidade. Conforme diz um ditado local:

      “se tiveres dois letões juntos, terás 3 ideologias políticas; se tiveres três letões juntos, terás um coro (tem em atenção que a Letónia é conhecida como a Terra que Canta); se tiveres 4 letões juntos, terás um banquete!” Os letões adoram conversas exuberantes e calorosas, bons encontros sociais e jantaradas!

Porquê Riga? 

  • Riga é conhecida como a Cidade que Inspira

  • É uma das mais divertidas cidades do leste europeu, com um ritmo cosmopolita, mas menos cara que muitas outras capitais europeias.

  • É uma cidade bonita, cujo centro histórico foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO devido ao seu estilo arquitectónico Art Nouveau, sendo comparada a Viena, São Petersburgo e Barcelona!

  • É uma cidade charmosa, hospitaleira e tem inúmeras opções de entretenimento.

  • Dispõe de inúmeros bares, tavernas, restaurantes numa atmosfera muito característica e muito apelativa aos estudantes.

  • Tem uma excelente vida nocturna.

  • Bom ambiente.

  • Intensa vida cultural: teatros, salas de concerto e museus.

  • Historial rico que proporciona um interessante mix de tradição com modernidade

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